sábado, 26 de maio de 2007
i carry your heart with me (i carry it in my heart)
i am never without it (anywhere i go you go, my dear;
and whatever is done by only me is your doing, my darling)
i fear no fate (for you are my fate, my sweet)
i want no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;
which growshigher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart (i carry it in my heart)
ee cummings
Parido por Abby
(only) in God we trust.
confiança é um vaso de cristal Baccarat.
uma vez derrubado da estante, nunca mais será o mesmo.
podem colá-lo e botá-lo lá de novo para apreciação.
mas ele sempre será frágil. e mal remendado.
e ficaremos esperando pelo dia em que ele cairá de novo.
até que os cacos, de tão pequenos, não possam mais ser colados.
Parido por Abby
terça-feira, 22 de maio de 2007
Fraldas e relações descartáveis. Macarrão e amores instantâneos.
é, tem gente que não sabe se apegar. que não sabe construir. que sabota tudo ao menor sinal da raiz.
é, porque fraldas de pano cheiram mal, dão trabalho. e fazer o molho e a massa demora, é pouco prático.
me irritam!
pra esses, se tudo tá bem, então tá mal.
amor é desvinculado de paixão.
a paixão motiva, inspira. o amora demanda, suga.
tem gente que só produz com conflito na veia.
a esses, meus pêsames. hei-los covardes, fugindo do desafio de surfar no mar sem ondas.
comodistas! com adrenalina é fácil. o core bate no automático.
agem assim porque precisam sofrer. ah, mas se sofressem sozinhos eu os perdoava. só que levam junto seus objetos de sentimento. mas esquecem-se de que só eles tem necessidade da dor.
a estabilidade os incomoda pois só crescem no conflito. aliás, só crescem sobre os destroços das estruturas alheias.
terão sempre nada. nem histórico. porque a vida fácil é mais fácil.
ah, doces tolos. maquiavélicos sádicos... pobres mortais.
e, por fim, que sejam felizes. a base de fast food.
Parido por Abby
lettuce ambition
quero ficar vegetando no sofá.
zumbizando no computador.
prostração de THC perene.
coma. torpor. letargia. inércia. paralisia.
me tirem desse transe quando valer a pena piscar.
agradecida.
Parido por Abby
segunda-feira, 21 de maio de 2007
de hippie a hype
funny how things change.
a moça era pequena, rude, quase agreste. aceitava dividir o marido por alguns avos de amor.
usava os cabelos e a saia longos. usava tranças.
fizeram o teto de sapé, as paredes coloridas, uma sala de meditação e um forno de pão.
ela foi para a índia e ele pra bali. ele ficou por lá.
sozinha, secou, endureceu.
morreu, ressurgiu.
hoje usa óculos e o cabelo solto.
fuma escondido, não quer mais saber de marido, namora um californiano.
quer pintar a casa de branco,
e, engraçado, voltou a fazer planos.
...
Parido por Abby
conforta-me com jujubas
me dê atenção, uma mordida atrás do pescoço e as maçãs que você colheu.
beije meus cílios, esquente meus pés, me dedique uma música.
assista meu filme, sorria de repente.
me elogie de graça, me olhe de longe,
não minta pra mim.
faça isso sem eu pedir e me fará feliz.
Parido por Abby
sexta-feira, 18 de maio de 2007
currículo etílico
Eu bebo sim.
e estou morrendo. um pouco a cada dia.
Não me lembro da primeira gota, mas é de pequenina que se torce a garrafa de vinho!
final de semana, família italiana... pentelhinha hiperativa no sabadão meio da tarde, querendo saber a todo custo "o que vocês tão bebendo? eu quero!".
e assim, uniram o útil ao agradável, a sede com a vontade de beber, e com uns 5 anos eu já tomava sangria (tinto + água + açúcar). grazie avô fofo! e dormia a tarde toda para a felicidade da famiglia!
aos poucos os convenci de que tinha que ser puro. que a sangria era aguada. e que aguado eu não tomava! (eee, vinho + açúcar). "ehrrr, muito doce! não quero!" (eee, vinho "cowboy").
Aos 12 anos tomei meu primeiro porre. De licor de menta. E tomei a primeira ressacada na testa. De doer o crânio.
Jurei que bebida doce nunca mais! 'Eu sou é mucho macha!' E aos 14 ficava de pileque com whisky. Aos 15 com vodka. Com 16 beijava bocas de cerveja e me apetecia o gosto. Cheguei a competir e ganhar de um boy, tomando 12 latinhas numa sentada. Na minha primeira festa com Uncle Sam, o porre de BUD ('Wuz doooown'). Fuck the blondies!
Com 18 e um namorado mais velho, fui pros vinhos. Os brancos. Os espumantes.
Mas como enough is nothing, viva o Gin Tônica!
Voltei ao whisky. Em doses diárias. E com outro namorado, conseguia matar uma garrafa fácil.
E me joguei na noite entre sex on the beaches, jelly shots, flash power com whisky, com vodka, flash power com qualquer etanol.
A.A.h fígado infeliz!
E mais um namorado veio. E me convenceu a perdoar a cerveja. Uma heresia e um pack por dia.
+ Clicquot no churrasco, Clicquot na beira do rio. E uma garrafa de vinho francês à noite pra curar a insônia.
Esses namorados e a influência alcoólica...
Colapso hepático! Fermentei. Parei. E na abstinência me emancipei.
Hoje só bebo o que gosto. Tinto e caipirinha-de-qualquer-coisa. E mojitos, que conheci e consumi vorazmente nas duas idas à Cuba (e benditos comunistas, eles nunca me deram ressaca, por mais que eu me esforçasse hard!).
E agora bebo sem pressa.
Porque o alcoól estará sempre lá, cumulativo. Esperando para me esfaquear pelas costas, com um golpe certeiro no fígado, que se intoxica lentamente, até o dia em que, bem velhinha, morrerei ao comer um bombom de rum.
Parido por Abby
quinta-feira, 17 de maio de 2007
turning back time
hoje voltei à minha faculdade. depois de muito, muito tempo.
eu precisava de um documento e fui.
me senti em um sonho. que durou menos de meia hora.
em um cenário distante.
sabe quando a gente cresce e depois quando volta pra algum lugar da infância diz: "parecia tudo tão maior... "
e parecia.
antes de ir embora, olhei pra Belas Artes do outro lado da rua e expirei. "aqui não é mais o meu lugar". e entrei no túnel de volta.
Parido por Abby
segunda-feira, 14 de maio de 2007
eu por Ella
Ella acordou bem. Com sentimento de dever cumprido. O ensaiado encontro tinha acontecido afinal. Na noite anterior. Após meses e meses de espera, dias e dias de preparação mental, horas e horas de ansiedade e 15 minutos para trocar de roupa e se maquiar.
O lugar perfeito, o friozinho da noite, o pouquinho do álcool, muita conversa inútil, uma carona pra casa e enfim o tão esperado beijo.
A rua escura, o carro parado, a hora do goodbye. O momento the end chegando e a dúvida nos olhos dos dois. “Então tá, a gente se fala...” e os rostos se aproximam para o beijinho-de-boa-noite. “Saco”, pensa Ella, “mais uma vez morreremos nessa praia sem ondas.”... e acontece o tal beijinho-no-rosto. Junto com um forte abraço. Só que na hora do fim, as faces não se descolam. Um momento de inércia. E ela: “não acaba, não acaba, não agora. me deixa aqui, que eu fico quietinha sentindo o teu cheiro” enquanto ele se afasta, quase constrangido.
Ela encara aqueles olhos que fulminam “me beija vagabundo! Ainda há tempo!”. E ele sorri aquele sorriso indefectível enquanto se ajeita destravando a porta. “Ai, Deus, ele me odeia! Não vai rolar nunca!” e Ella joga a testa pra trás, implorando “cadê o tele transporte? Alguém me tira daqui!”. Respira fundo e quando volta sua cabeça pra frente, se vira para procurá-lo já engatando o carro. Mas ele ainda está ali. De frente pra Ella, mais perto do que antes, mais perto do que nunca. Assustada, tenta balbuciar alguma coisa, mas é interrompida por mãos que se afundam nos cabelos lisos que ela lavou naquela manhã. Ele fecha os dedos e a puxa para si. “ai, ta doendo! ai, não pára!”. Pega de surpresa, tenta respirar, mas perde o ar no beijo violento.
Represado há tanto tempo, só poderia ser uma avalanche. Sentia-se numa inebriante crise de asma. Buscando o ar, mesmo que rarefeito, só encontrava boca, saliva e o gosto reconfortante que vinha de dentro dele.
Perceberam-se brutos, instintivos. Tentaram diminuir o ímpeto, tentaram beijar-se com carinho, com brandura. Em vão. Atarracaram-se dentro do mesmo beijo.
Como se dependessem daquele vácuo para respirar. Como se daqueles lábios grudados surgisse força para sobreviver. Como se aquele beijo fosse um último sopro de oxigênio para ambos. E era.
Ella já sentia o rosto ardendo, esfoliado pela barba rala que ele insistia em deixar. Sentia o coração disparado e o nó de estômago que tanto procurava. Sentia gosto de sangue. Havia cortado a boca em algum momento do qual não se lembrava.
Ella já não era mais ela, já não era mais Ella. Era um misto de paixão e taquicardia. E medo.
Não soube, em minutos, o quanto durou. Sabia que deveria parar ali, mas que também precisava de mais. “Foi. Não devia ter sido. Não assim. O qué que eu faço agora?”.
Parou, pensou, raciocinou, racionalizou, mandou tudo a merda e o beijou de novo.
Ele a puxou com vontade. Ela pulou para o lado dele. Baixaram, não se sabe quem, o banco. E Ella percebeu que o caminho era sem volta.
E já que sabe, como ninguém, se arrepender -só- do que faz, ela seguiu em frente.
Sentia o corpo tremer, se contrair. “Fodeu. Isso não vai acabar bem. Ou vai, ou ahnnn, hum...” Percebeu-o excitado. Percebeu-se encharcada. não se conteve “me dá essa mão aqui. Ele precisa sentir o que fez comigo. Toma!”. E ofereceu-se. Ele a sentiu. E ele enlouqueceu. E beijaram-se novamente. De forma intensa e quase sexual. Praticamente um um sexo "oral”.
“Será que eu fiz certo? Tô indo rápido demais. Tudo bem, não passo disso.”. E com toda essa ‘certeza’ desceu pelo pescoço dele.
Divertia-se ao ver aquele homem-modelo ofegante e descontrolado “who’s your daddy now?”.
Com o truque que conhecia, Ella abriu com os dentes cada botão da impecável, e já amassada, camisa branca.
“Daqui eu não passo. Eu sei o que estou fazendo. Eu sempre sei. Só vou me divertir mais um pouquinho... ai que maravilha, sem pelos no peito!” agradeceu, lambendo cada centímetro quadrado e escorregando a língua até o jeans italiano do moço.
Abriu o zíper, “só de brincadeira”. Parou para admirar a cueca branca preenchida. Sempre preferiu cuecas brancas.
Lembrou-se de que estavam na rua, olhou para os lados através dos vidros embaçados, viu a chuva cair insistente sobre o asfalto e confirmou que a madrugada era apenas dos dois. Olhou para ele, para aqueles olhos mortais que a penetravam até a alma. Ao menos um momento romântico...
Mas ela não estava mulherzinha, não estava ali para romance. Igual a um vampiro, já tinha sentido o gosto de sangue. E agora era tarde demais. “Eu tô bem ciente do que estou fazendo.”. E com a ‘certeza’ do que queria desde o começo, ela meteu-lhe a mão entre as pernas e ao primeiro gemido do rapaz, trocou sua mão pela boca.
Do jeito que fez, não demorou a acabar.
Com aquele conhecido bittersweet after taste na boca, ajeitou a blusa esgarçada e esticou a saia.
Beijou-o no rosto suado e abriu a porta. Ele, imóvel, ainda tentou segurá-la pelo braço, pedindo que ficasse. Queria retribuir, na verdade. “Não precisa. Não preciso”.
Ella já tinha conseguido o que queria.
E passou pelo portão, sem olhar para trás, com um sorriso largo nos lábios e uma lágrima escorrendo do olho. Certa de que, desde aquele momento, o perdera para sempre.
Trilha (no carro): Ella Fitzgerald
. Something's Gotta Give
. My Funny Valentine
. Bewitched, Bothered, & Bewildered
. I've Got My Love To Keep Me Warm
. The Lady Is A Tramp
. I Got It Bad (And That Ain't Good)
. Looking For A Boy
. I'm Getting Sentimental Over You
. You Leave Me Breathless
. People Will Say We're In Love
. Nice Work If You Can Get It
. Everytime Time We Say Goodbye
30/04/07
Parido por Abby
The Bridges of Madison County
WE ARE THE CHOICES THAT WE HAVE MADE.
... this kind of certainty comes but just once in a lifetime....
01/04/07
Parido por Abby
I would look good on you...
we are the living proof
that two wrongs
do make a right.
01/04/07
Parido por Abby
139 km/h
eu tomei uma multa
na Bandeirantes
ouvindo Bowie no talo.
... valeu cada centavo.
: )
06/03/07
Parido por Abby
gueisha
O coração morre lentamente,
perdendo as esperanças como folhas.
Até que um dia nada resta.
no hopes.
nothing remains...
... the rest is shadow,
the rest is secret.
28/01/07
Parido por Abby
cada um cos seus pobrema
odeio escrever lembrando que alguem pode estar olhando.
minha vida não é pública,
e isso aqui é a privada
para minha diarréia mental.
e não gosto de ir ao banheiro de porta aberta,
mas se é o único jeito,
que assistam,
pq minha natureza não nego,
e farei cagadas onde estiver!
*post referente ao desbloqueio não-intencional do meu blog anterior, que tornou pública a minha caixa de Pandora.
28/01/07
Parido por Abby


